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Sobre ser diferente...

Estou acompanhando uma série no Netflix, chamada River. Adoro séries policiais, mas não daquelas que usam a fórmula caso-complicação-resolução no mesmo episódio. Prefiro as que o caso é o menor dos problemas: os personagens e seus conflitos internos são o que realmente importa.

Nessa série, sem dar muito spolier, o personagem principal John River, interpretado à perfeição por Stellan Skarsgård, tem vários desses conflitos e um deles é não se sentir à vontade na presença dos outros, principalmente com os colegas de trabalho.

Numa cena bastante emocionante no segundo episódio ele diz:

- Eu sou um bom policial. Nesse mundo, isso não é o bastante. Nesse mundo, você tem que… acenar, sorrir, tomar cerveja, e dizer: “Como foi seu dia?”. Nesse mundo, ninguém pode ser… diferente ou estranho. Ou sofrer. Ou…eles te internam. O que eu faço? O que eu faço agora?

Provavelmente alguns de nós já se sentiram da mesma forma, tanto pessoalmente como profissionalmente. As pessoas tem dificuldade em aceitar o diferente. E isso nas empresas fica mais evidente. Talvez aquela promoção escape ou porque você fala demais ou de menos. Ou não apresenta ideias o suficiente. Ou, incrivelmente, não socializa com os colegas.

Na era da diversidade, tão apregoada, o que a maioria das empresas não consegue enxergar é que essas pessoas, que são de alguma forma um ponto fora da curva, são essenciais, pois trazem insights que talvez aquelas que fazem o que se espera delas não possam trazer.

Cabe às empresas e seus líderes saberem reconhecer essas pessoas e criar um ambiente de fomentação para os assim chamados loucos, introvertidos, tímidos, metódicos: talvez neles resida a criatividade que a empresa procura.

Até mais!

PS: vejam a série! Vale muito a pena :-D

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